• Podologista: Alexandra Magalhães

Doenças Cardíacas: Enfarte do Miocárdio – Repercussões no Membro Inferior


O enfarte do miocárdio é dos diagnósticos mais comuns encontrados nos pacientes hospitalizados nos países ocidentais. A mortalidade devida ao enfarte agudo é de aproximadamente de 30% e mais de metade dos óbitos ocorre antes que a vítima possa chegar ao hospital.

1. O que é o enfarte do miocárdio?

O enfarto do miocárdio dá-se:

- quando o fornecimento de sangue a uma parte do músculo cardíaco é reduzido ou cortado totalmente (isto acontece quando uma artéria coronária está contraída ou obstruída, parcial ou totalmente, por um trombo, êmbolo entre outros).

- com a supressão total ou parcial da oferta de sangue ao músculo cardíaco, este sofre uma lesão irreversível com diferentes graus de disfunção, que podem conduzir: à morte súbita, morte tardia ou insuficiência cardíaca com consequências.

O enfarte do miocárdio pode também acontecer em pessoas que têm as artérias coronárias normais, ocorrendo quando as coronárias apresentam um espasmo, contraindo-se violentamente, produzindo um défice parcial ou total de fornecimento de sangue ao músculo cardíaco irrigado pelo vaso contraído.

Esse tipo de espasmo também pode acontecer em vasos já comprometidos pela aterosclerose.

2. Sinais e sintomas:

Dor: o paciente sente uma dor profunda, visceral, intensa, compressiva e esmagadora (a dor é induzida pela isquemia a que as células estão submetidas).

Envolve a parte central do tórax e irradia-se para os braços, ombros, para a mandíbula, pescoço e região interescapular. A dor pode irradiar-se até à região occipital mas nunca abaixo do umbigo.

A dor pode ser acompanhada por fraqueza, tonturas, palpitações, palidez, falta de ar, agitação, vómitos, sensação de morte iminente

3. Repercussões nos membros inferiores

As consequências do enfarte do miocárdio nos membros inferiores variam consoante a localização e extensão da obstrução da artéria coronária.

Dependendo da área cardíaca afectada podemos ter dois tipos de repercussões a nível do membro inferior:

- isquemia por lesão da parte esquerda e consequente insuficiência cardíaca esquerda, ou

- lesão na parte direita do coração e consequente insuficiência cardíaca direita.

A insuficiência cardíaca direita descompensada provoca acumulação de líquidos nos tecidos periféricos (edema), que costuma manifestar-se inicialmente nas pernas e daqui poderá advir insuficiência valvular e úlceras venosas devido à estase;

  • A pessoa afectada nota que os seus pés se mantêm edemaciados constantemente e ao tirar os sapatos e as meias ficam marcas.

  • É igualmente comum um aumento de peso, pelo líquido acumulado por todo o organismo.

  • Esta acumulação acompanha-se de alterações hepáticas com eventual dor na parte superior direita do abdómen, apresentando-se estas pessoas com ascites.

  • Todo este processo é agravado com a actividade física.

Na insuficiência cardíaca esquerda a quantidade de sangue que chega aos membros inferiores é menor surgindo consequentemente isquemia, o que pode causar:

• A diminuição da temperatura local,

• Úlceras isquémicas,

• Alterações dermatológicas e ungueais,

• Alterações osteoarticulares,

• Alterações musculares.

Primariamente surgem estas alterações mencionadas e a longo prazo, secundariamente, a insuficiência cardíaca esquerda leva à insuficiência cardíaca direita por um mecanismo de feedback.

Estando o organismo assim comprometido hemodinamicamente devido ao enfarte do miocárdio temos todos estes sinais e alterações a nível do membro inferior.

Tendo o Podologista o objetivo de diagnosticar e tratar as patologias que afetam o pé e as suas repercussões no organismo humano, nestes pacientes a avaliação podológica deve ser minuciosa com a realização de uma boa anamnese e exame clínico, pois pode-se obter indicadores que direccionem para a existência desta patologia. Este profissional deve tratar as repercussões podológicas perante esta patologia e remeter o paciente para o profissional especializado.

Após o enfarte do miocárdio o objetivo é garantir as melhores condições físicas, mentais e sociais possíveis de modo que os pacientes possam com os seus próprios esforços recuperar uma vida activa e produtiva.

PORQUE ESTÁ NAS SUAS, NAS NOSSAS E NAS MÃOS DE TODOS NÓS: VIVER!!!!


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